sábado, 14 de maio de 2011

Sorte?

Fiquei perdido por umas 2 horas, apesar das pessoas ao meu lado, me senti perdido, sem acesso a qualquer canto, ilhado, sem saber como fazer, o que fazer. O local parecia muito um centro comercial de qualquer cidadezinha, a minha direita comida e gente, muita gente, a minha esquerda, tinha uma rua que não dava alugar algum, e ao meio, entre os dois lados, um pequeno córrego que media cerca de 2 palmos. Decidi pedir ajuda, afinal, eu não estava só, pedi a uma senhora que aparentava uns 50 anos ou pouco mais, de cabelos brancos, estatura media, olhos azuis e braços longos, cansada, provavelmente de tanto pensar achar a saída de um local caótico como aquele como eu encontraria a saída dali, o máximo que eu encontrei foi um, “Desculpa, não sei.” Consegui ver pessoas que se arriscavam de todas as maneiras para tentar sair dali, alguns achavam que indo pelo córrego encontrariam uma maneira fácil de escapar, outras pessoas se arriscavam a encontrar um local de saída no meio de muita gente, muitas dessas pessoas, se perderam na tentativa de escapar, e se acomodaram com a situação na qual se encontravam. 
Decidi aguardar, na esperança de que um dia talvez fosse sair dali, achei um rosto conhecido, conversamos e decidimos que iriámos esperar, logo saímos, não pelos lados ou pelo meio, mas encontramos saída no lugar aonde não havia saída, e estava situada duas ruas após o nosso ponto de partida, voltamos ao início, novamente e novamente, avistamos o lugar de maneira mais calma, tínhamos saído dali, não por sorte, não por informações, mas por acreditar que a saída estava mais perto do que imaginávamos.
Um dia desses, eu tava maquinando às 3 da manhã, o modo de como as coisas ocorrem na vida das pessoas, sabe, as pessoas costumam sempre achar que o que acontece de bom ou ruim em suas vidas, é de fato mérito de sua sorte ou azar. Acho que a sorte não passa mais do que um conjunto de ações tomadas, que influenciam no que acontece hoje em sua vida, por exemplo, a parábola do Semeador, cada um colhe conforme o que foi plantado. Olhe seus passos anteriores, não é atoa que está aí, recentemente li um trecho de um livro que me surpreende a cada vez que eu o leio, “Cada pessoa é escrava daquilo que a domina.” 

Não se perca em você de maneira que não poderá se achar.

 A propósito, eu não acredito nesse lance de sorte.

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