sábado, 4 de junho de 2011

Bastava acreditar

­­­­­­­­­Havia uma sociedade formada por insetos, dentro dessa sociedade havia subdivisões, o Inseto de ordem Superior, no qual era tão perfeito e isento de erros, nenhum outro inseto poderia chegar a tamanha perfeição, esse Inseto Superior comandava e ditava as regras para essa sociedade. Após esse ser supremo tinha os insetos chamados passíveis, esses insetos erravam, seguiam as ordens colocadas pelo Inseto Superior, eram totalmente passiveis, porém sem eles essa sociedade ‘parava’, eles eram responsáveis pela busca de alimentos, pelas construções, eram verdadeiras máquinas de trabalho, porém não eram perfeitos.  Havia outra subdivisão, na qual todos sentiam nojo, e nenhum inseto queria ser parecido ou seguir o estilo de vida desses insetos, todos os insetos passiveis, tinham medo dessa espécie, por onde eles passava, não demorava muito, as flores murchavam, as folhas caiam e todos ficavam doente, uma doença ainda desconhecida, esses insetos nojentos não temiam a todos, eles temiam o Inseto Superior, no qual como mencionado, tudo comandava.
No começo da fundação dessa sociedade, os insetos destruidores eram aliados ao inseto superior, eles ficaram encarregado de dar os primeiros passos para tal civilização, plantar, colher, eram todos responsáveis pelo bom andamento do povo, eles. Houve um tempo onde tudo ocorreu de forma ordenada, até que em um certo momento esses ‘aliados’ acharam que poderiam também dar as mesmas ordens que o Superior dava. Eles tentaram a todo custo até o momento que foram exilados, passado um tempo, voltaram.
Nesse determinado tempo a cidade já tina sido povoada com os passiveis, os insetos destruidores chegaram de forma assustadora, fazendo com que aquela região se tornasse doente, muitos passíveis acreditaram que essas doenças não eram capazes de os atingir, de tanto acreditar, tornou-se verdade, porém os que se deixaram ser levados pelo pensamento de que seriam impotente ficaram abatidos, doentes, grande parte dos passiveis se entregaram de fora que nunca mais pudessem estar ‘puros’ novamente, outra parte não aceitou aquela situação imposta por seres exteriores ao que eles acreditavam.
Parte dos insetos doentes levavam suas doenças como rotina, eles achavam que estava tudo normal, que com apenas alguns remédios eles seriam curados desse surto doentio, muitos de fato, gostavam (e muito) de estar doentes, era a melhor coisa que poderia ter acontecido em suas vidas, nada de trabalho, nada de ‘ordens suprema’, porém essa tal liberdade trouxe a fome, por exemplo, em uma sociedade onde todos trabalham para consumo interno, quem não planta, não colhe, se tornaram preguiçosos, eram escravos de suas próprias vontades.
Outra parte dos insetos doentes, perceberam que esses ‘insetos radicais e livres’ não tinham nada de radicais ou livres, no momento em que se deixaram agir pela emoção, todas as coisas dotadas de razão foram deixadas de lado. Esses insetos passíveis, doentes, buscaram ajuda com o seu líder, ou supremo como queira. O Inseto superior, no qual todos queriam ser parecido, dotado de inteligência, saúde, razão e humildade, se compadeceu da situação dos seus seguidores e resolveu lhes ofertar o elixir de cura. Ninguém sabia que o Inseto Supremo, já sabia que isso iria acontecer e que o mesmo tinha preparado essas doses de cura. Não passava de um efeito placebo. O que o Inseto Supremo queria era apenas fazer que tudo aquilo não passava de uma mera enganação da raça inferior.
O inseto Supremo esperou que os que se sentissem à vontade dele o chegassem e pedissem o elixir, ele não negava, dava e ainda os aconselhavam a como seguir sem que essa peste viesse novamente tirar a tranquilidade de suas casas. Por fim, os que se deixaram levar pelo comodismo, muitos morreram pouco tempo depois, sem força para trabalhar nem ao menos viver. Os insetos destruidores estavam a espera de mais algum ‘bobalhão’ que caísse nas suas presas. Os insetos passíveis que deixaram o comodismo de lado e acreditaram em si, conseguiram mudar o curso de suas historias, e criaram uma nova sociedade, onde todos viviam harmoniosamente.
Quanto ao Supremo, ele estava agora, vagando entre as duas cidades, assim todos os que quisessem sua ajuda poderiam chegar a ele de forma rápida e tranquila. Ele estava ali para ajudar todos os que precisavam, ele estava ali para mudar quem queria ser mudado, e aconselhar aqueles que já tinham passado por uma fase ruim, era normal, todos passam por fases ruins cabia ao próprio ser, permanecer morrendo aos poucos, ou sair de determinada situação, bastava acreditar.

2 comentários:

Unknown disse...

Em toda sociedade temos essas subdivisões e insetos doentes da falta de coragem para mudar a própria vida. Temos diversos superiores vagando para ajudar, mas é preciso querer mudar, é isso que falta e muito nos "doentes" que vagam por ai.
Parabéns pelo texto.

unpocodicool disse...

ja posso mudar de texto? só mudo depois de pelo menos 1 comentario ;p