Ele tinha 6 anos, porém a responsabilidade de um homem de 50 anos, o pai era apenas um velho rico com uma grande quantidade de bens a serem conservados. O filho o amava.
Ele era um pai ausente, achava que o dinheiro supriria a real necessidade que um pai tem de um filho. O presenteou com as melhores escolas, as melhores roupas, ele tinha uma influência totalmente enorme na sociedade, porém acabou por deixar o filho só. O pai entrou em depressão profunda, e a responsabilidade daquela criança foi aumentando, aquele menino passou a cuidar de tudo o que o pai o tinha. O menino acabou por perder sua infância, ele cresceu.
Passaram se anos, o menino se tornou um adulto e o pai continuava em depressão, o menino deixou sua namorada, com ela tinham um relacionamento estável, deixou suas responsabilidades de lado, conseguiu muitas companhias, apenas amigos de sexta e sábado à noite, se deixou levar pelas más influências, foi até onde lhe achava conveniente, ganhou carros, fama e mais dinheiro, achou que estava ‘vivendo’ .
Após semanas, ele percebeu que o pai precisava dele apesar de não merecer tanta atenção, o filho esqueceu de si, e passou a viver a vida do pai, frequentava as reuniões, passou a tomar partido da conservação dos bens do pai. Parou os estudos e continuou com o antigo estilo de vida, porem com a responsabilidade que lhe foi obrigada.
O pai quase morto, quase em estado vegetativo, beirando a morte pediu para que um de seus empregados ligasse para o filho, assim foi feito. O filho chegou ao lado da cama onde seu pai estava e o pai sussurrando disse para que ele lhe dissesse ao menos um dos valores que o ensinou quando criança, o filho deu uma volta em suas memórias e viu que nada tinha aprendido com o pai.
Já fazia umas 3 semanas desde a morte do pai, o filho não se conformou de não ter falado nada ao pai, o filho hoje tenta se livrar da responsabilidade deixada pelo pai, mas não consegue, essa responsabilidade deixada como legado, é a presença do pai transformada em concreto, o filho então vai vagando pelas terras, em memória ao pai.
3 comentários:
E é depois que se morre que descobrimos o real valor de uma pessoa. Mesmo Com a ausência do pai o rapaz sabia que responsabilidade que tinha que cumprir, ele era leal ao seu sangue, mas era cego para o que realmente era necessário fazer. O resta é tentar começar a construir o próprio futuro para não ter que andar sempre nas sombras das construções do pai.
Gostei do texto.
concordo, mas talvez se ele não vivesse tanto a vida do pai, quem sabe ele teria um futuro melhor. E não apenas sendo uma cópia do pai em suas terras.
Mas se talvez você soubesse todos os lados da história descobriria a dor do pai em ter que jogar no filho todas as suas obrigações, e que antes de "morrer" ele sempre lutou contra a doença para que um dia o seu filho pudesse construir o seu futuro.
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